O Bem é Futuro Suficiente

O Bem é Futuro Suficiente

Nas últimas semanas, muito por causa da visibilidade do Global Innovation Coop Summit que organizámos em Torres Vedras, têm-me perguntado o que espero do meu futuro. Por trás dessa pergunta, imagino sempre a mesma curiosidade: haverá novos cargos em vista, novas ambições, lugares mais altos? A verdade é que quase ninguém acredita quando respondo que liderar a maior Caixa Agrícola de concelho único do país é, por si só, um projeto que me ocupa por inteiro — e que me realiza plenamente.

Talvez porque, hoje, se espere que a realização venha sempre do “próximo passo”. Mas o que me motiva verdadeiramente não é a busca de títulos ou cargos; é a convicção profunda de que o Bem — feito com propósito, rigor e sentido — não só é compatível com o sucesso, como o potencia. Os resultados importam, claro. A disciplina do negócio importa. Mas o que mais me inspira é saber que, quando investimos no Bem comum, criamos valor que regressa multiplicado: em reputação, em confiança e na paz interior de quem sabe que está a contribuir para algo maior do que si próprio.

A história está cheia de exemplos de pessoas que encontraram grandeza quando escolheram colocar os seus recursos — tempo, talento ou capital — ao serviço do Bem. Ganharam prosperidade, mas ganharam sobretudo sentido. E é isso que me move: construir uma instituição que não seja apenas financeiramente sólida, mas que seja reconhecida como uma força de confiança e de impacto positivo na comunidade.

Por isso, não me perguntem pelo futuro. O Bem é futuro suficiente. Continuarei a defendê-lo, a promovê-lo e a praticá-lo em cada decisão, grande ou pequena.

Esta é a minha, a nossa responsabilidade.
Manuel José Guerreiro